domingo, 24 de julho de 2016

Cultura: A Cinderella de Rodgers & Hammerstein

   Ontem tive a oportunidade de assistir mais um belo espetáculo dirigido pela dupla Möeller & Botelho: o musical Cinderella, de Rodgers & Hammerstein,  e que está em cartaz no Teatro Brasdesco, no Village Mall. E mais uma vez, fiquei surpreendida com a perfeição dos cenários. e figurinos. Adorei a versão da história e e a beleza das coreografias e da música, e principalmente, me encantei com perfeita atuação dos atores no palco.

     Esse é um conto da Cinderella que foi escrito para a televisão, com música de Richard Rodgers e roteiro e letras de Oscar Hammerstein II. O conto é baseado na versão francesa de Cinderella (la Petite Pantoufle de Verre de Charles Perrault).

Cinderella de Rodgers & Hammerstein, no Teatro Bradesco, na Barra

Que tal uma voltinha na carruagem?

*** Atenção! Esta seção contém revelações do enredo (spoilers)!

     Essa é uma versão diferente da clássica de Cinderela. Nela os amigos de Cinderela não são roedores, mas pessoas. A madrasta, interpretada pela atriz Totia Meireles, e filhas Gabrielle (Cristiana Pompeo) e Charlotte (Raquel Antunes) que atormentam a enteada Cinderella (Bianca Tadini) e a transformam em sua serva. Entretanto, Cinderella encontra-se com o príncipe Topher (Bruno Narchi) após ele voltar de uma caçada a um gigante, na aldeia, onde ela lhe oferece um copo de água, passando a ficar atraídos um pelo outro.

     Isso mesmo, nesta história o príncipe tem mais destaque e aparece como um grande guerreiro, matador de gigantes apesar de não saber como governar o seu reino e deixar tudo a cargo do conselheiro real.

Totia Meireles, Bianca Tadini e Bruno Narchi, nos papéis de madrasta, Cinderella e o príncipe Topher.


      Em uma trama secundária, a madrasta e o conselheiro real Sebastian (Carlos Capeletti) planejam casar o príncipe com uma de suas filhas. Assim o conselheiro sugere que o príncipe escolha seu par em um baile onde todas as moças da aldeia são convidadas. A madrasta impede Cinderella de ir ao baile, e rasga o convite de Cinderella. Em outra trama secundária, o revolucionário Jean Michel (Bruno Sigrist), apaixonado por Gabrielle, tenta de todo o modo ter uma audiência com o príncipe para reclamar contra seu governo, que está tirando as terras dos pobres.
     Na noite do baile, Cinderella encontra sua amiga Marie (Ivanna Domenyco), uma velha que vive de esmolas, e que todos acham que é uma bruxa, mas nesse momento revela ser na verdade sua fada madrinha. Ela prepara Cinderela para ir ao baile, transformando uma abóbora em carruagem, ratos em cavalos e guaxinins em criados. Ela também transforma o vestido de Cinderella e restitui-lhe o convite rasgado. No baile, o príncipe está entediado dançando com as filhas da madrasta, mas chega Cinderella que toma toda a sua atenção.

      O espetáculo tem um conteúdo político exaltando a democracia e a liberdade do voto. O príncipe resolve eleger um primeiro ministro e convoca eleições cujos concorrentes são o conselheiro real e o revolucionário Jean Michel, amigo de Cinderela.
          Cinderela é bastante esperta, tenta mostrar ao príncipe o que é bondade e não deixa cair o sapatinho em seu primeiro encontro. Só em um segundo encontro, ela resolve deixar o sapatinho com o príncipe. O príncipe tem então a "brilhante idéia" de procurar pela moça cujo pé entre no sapato. O final é o tradicional casamento de Cinderella com o príncipe, e todos ficam felizes, até a madrasta é perdoada.

*** Fim da seção de spoilers !

A Cinderella é interpretada pela atriz Bianca Tadini

Eu e o príncipe Topher (Bruno Narchi)

     Neste musical, a atriz Totia Meireles faz uma interpretação excelente da madrasta, que cativa a atenção dos espectadores do começo ao fim, mostrando diversas facetas de sua personagem, sendo ao mesmo tempo malvada e irreverente, dando a dos certa de ironia à personagem.

     Este espetáculo conta com muita técnica e coordenação cenográfica e também de efeitos de projeção. Logo no começo da peça há uma cena em que o príncipe está a procura de um gigante, e através de uma técnica de luzes e projeção, um gigante realmente parece aparecer na cena, e neste momento o som de pesadas passadas começam a ecoar no teatro até que a estrutura toda parece tremer, dando realmente a impressão de que há um gigante no palco. É o primeiro musical do Brasil com efeitos de 3D em holografia. 
     Outros efeitos especiais incluem a fada madrinha voando, seu rastro luminoso passando pela cena, e também a transformação da abóbora em carruagem, que no final da transformação está realmente lá, com cavalos e tudo mais. Uma coordenação excelente de efeitos de projeção, cenografia e também dos figurinos de cavalo.
    
      O mais surpreendente é a mudança de figurino no palco, na frente dos nossos olhos. Com ilusão de ótica, a madrinha transforma o maltrapilho vestido de Cinderela em um lindo vestido azul.

O Teatro Bradesco possui um palco muito bom, recursos de iluminação diversos e conta com várias áreas para a platéia

     Enfim, mais um espetáculo de Möeller & Botelho muito bem produzido e realizado! Eu recomendo assistir! Quem quiser saber mais detalhes online, é só acessar o site do teatro: http://www.teatrobradescorio.com.br/Programacao/143_CINDERELLA.  

      Fotos de divulgação do espetáculo podem ser encontradas no site http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2016/03/1748485-cinderela-moderna-e-politizada-chega-a-sp-em-adaptacao-da-broadway.shtml


Fontes:
Folheto do espetáculo 'Cinderella de Rogers & Hammerstein'
http://cultura.estadao.com.br/noticias/teatro-e-danca,cinderella-e-o-primeiro-no-brasil-a-trazer-efeitos-de-3d-em-holografia,10000020585
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2016/03/1748485-cinderela-moderna-e-politizada-chega-a-sp-em-adaptacao-da-broadway.shtml

Fotos: Ana Helena
    


Política: A Desocupação do Colégio Mendes de Moraes

  
     O professor orientador do blog deu a sugestão de continuar um mesmo assunto tentando verificar o seu desenvolvimento. Escolhi falar novamente sobre a ocupação do Colégio Mendes de Moraes na Ilha do Governador, que já foi objeto do artigo sobre Educação "Manifestação Ocupa Mendes" em abril de 2016. Escolhi este tema pois durante este tempo novos fatos aconteceram.

     Acompanhamos na Ilha do Governador, a ocupação da escola Mendes de Moraes, a primeira de muitas outras escolas do Rio de Janeiro, que foi ocupada por alunos que queriam melhorias na educação de uma forma geral e também na própria escola.
   
     O colégio permaneceu ocupado por cerca de dois meses. Durante este tempo também foi criado um movimento chamado "Desocupa Já".  Houve confronto entre os dois movimentos e divergência com a Secretaria de Educação.

     O dia do anúncio da desocupação foi marcado por conflitos sérios e culminou com o pedido de exoneração do chefe de gabinete da SEEDUC  (Secretaria Estadual de Educação), seguido também do afastamento do próprio Secretário de Educação, por causa do conflito que aconteceu na escola. A escola foi desocupada, mas continua ainda com vários problemas.

     Entrei em contato com um dos líderes do movimento #OcupaMendes, João Victor Taus para saber mais sobre o movimento estudantil e o que fez os alunos participarem destes atos de ocupação.

     João Victor,  que tem 19 anos e cursa o terceiro  ano do ensino médio, contou que nunca participou de um movimento estudantil antes. Ele afirmou que só havia participado dos atos anteriores que levaram à ocupação.

     O colégio Mendes de Moraes é uma escola pública antiga e reconhecida pela comunidade. A sua ocupação foi a primeira de todas as escolas do Rio de Janeiro.  Segundo João Victor, os principais motivos que levaram à ocupação foi o descontentamento com o ex-diretor,  a falta de diálogo e falta de atendimento às reivindicações feitas, nas palavras do próprio João Victor: " - Precisávamos de uma forma de sermos notados!"

     Os alunos não concordavam com a divisão das turmas, o que João explicou em detalhes:  " - É verdade, as quatro primeiras turmas de cada ano tinham os melhores professores, tinham acesso a toda infra estrutura da escola e as outras turmas tinham falta de professores quase todas nunca tinham ido no laboratório e à sala de informática!"

     João Victor explicou que a ocupação foi organizada com antecedência, e que eles se revezavam no colégio e se mantinham com doações da comunidade e que depois da desocupação, o que sobrou das doações foi encaminhado para outras escolas ocupadas.

    Quando perguntaram se havia algum algum partido político por trás do movimento #OcupaMendes, João negou:  "-  Não, essa foi uma das principais mentiras ditas, nós fomos visitados sim, muitas vezes por pessoas e personalidades de vários partidos diferentes, e nossa ocupação sempre foi muito visitada por varias pessoas, movimentos também tinham vários, que nos visitavam, e nós lidamos com muitas entidades estudantis na ocupação como ANEL, AERJ,UBES, AMES RUA, entre outras."

     Segundo João o desejo por um ensino de qualidade é comum de todos os alunos. Ele acredita que os conflitos entre #Ocupa e #Desocupa foram alimentados pelas autoridades.

     Depois dos conflitos violentos, com a mobilização da policia na porta do colégio e muitos danos ao patrimônio público, imagino que ocupação passou a causar problemas para a comunidade que antes os apoiava.  No entanto, João Victor negou: - " Pelo contrário , sentimos um apoio maior da população e até mesmo vizinhos da escola, eles estavam preocupados conosco, mas não deixavam de nos apoiar, certa vez alguns desses vizinhos ficaram na porta da escola pra impedir a entrada do desocupa e os mesmos foram agredidos e hostilizados , e muitos desses vizinhos nos ajudavam com doações e muitas vezes ligaram para a polícia para nos ajudar!"

     Quando foi indagado sobre a participação do SEPE (Sindicato dos Professores)  na ocupação, João Victor explicou: - "Muitas das nossas reivindicações , eram iguais as dos professores , o SEPE ajudou muito com doações, e apoio até mesmo jurídico quando necessário, e psicológico também."

     Finalmente, sobre o dia da desocupação, perguntei se João achou que a situação fugiu ao controle. Sobre esse dia João disse: "- No dia da desocupação, não, nós estávamos bem organizados planejamos e executamos tudo da forma que nós queríamos, limpamos a escola, arrumamos as salas recolhemos nossas coisas e puxamos a coletiva de imprensa ..."

     Segundo João Victor, o Mendes ganhou com a ocupação: "- Nós ganhamos uma voz que não tínhamos, ganhamos alguns direitos que eram privados a nós, e nossa luta ainda não acabou, continuamos lutando para o resto da nossa pauta ser cumprida! Mas uma das nossas principais vitórias foi a exoneração do nosso ex-diretor."   Apesar disso,  "- As aulas foram retomadas, mas muitas turmas não tem aula e outras tem uma aula na semana, ou duas aulas, por conta da greve. Infelizmente algumas pautas não foram cumpridas pela secretaria e continuamos lutando para as mesmas serem cumpridas. Infelizmente também a direção temporária que está a frente do colégio, se tem posto contra os ocupantes e beneficiando os desocupa, e trazendo um clima de rixa entre os grupos. No inicio se teve muitas ameaças e algumas discussões e esse clima se mantém."

     Diante deste triste cenário apresentado pelo João Victor, só nos resta esperar que a greve acabe, que o Estado pague os professores e que a Secretaria de Educação atue diretamente para acabar com a discórdia entre esses alunos que entraram em conflitos. Enfim,  que alunos, professores, pais encontrem a paz.

Fontes:
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/05/chefe-de-gabinete-da-educacao-do-rj-pede-exoneracao-do-cargo.html
Entrevista, por e-mail, com o aluno João Victor.









terça-feira, 19 de julho de 2016

Mundo: Animes e animações

     Cada vez mais cresce a quantidade de animes disponíveis na TV, já estou até ficando acostumada com os personagens falando japonês o tempo todo, já que nem todo anime é dublado...

     Mas afinal, o que é um anime?


     Segundo a suapesquisa.com, o anime é “o desenho animado de origem japonesa”. Já segundo a wikipedia, anime é “um estilo de animação que na maioria das vezes é produzida no japão”: No japão, o temo anime é usado para definir qualquer tipo de animação, mas para nós serve para indicar os desenhos animados com aquela característica de desenho japonês, como os olhos grandes, as expressões exageradas, enfim, características que são marcantes dos desenhos japoneses. Embora, é claro, muitos dos desenhos japoneses apresentem pessoas com feições bem realísticas também.

     Já que estamos falando de animes, vamos falar de algumas técnicas de animação.

     A técnica de animar consiste em mostrar várias imagens, uma após a outra, com intervalos de troca bem rápidos, de modo que não percebemos a troca das imagens. Uma sequencia de imagens mostrando um objeto cada instante em um lugar, dará ilusão de movimento, ainda mais se este movimento for representado com naturalidade (do jeito que o o movimento aconteceria na vida real), imitando, por exemplo, a aceleração e desaceleração de um certo movimento.

    Assim, resolvi dar vida a alguns desenhos com a ajuda de um programa no meu iPad, para colocá-los aqui.

     A animação da bola que fica quicando é a mais didática: ela começa quando a bola está no alto, sem velocidade alguma, e sua energia é toda potencial. No próximo instante (isto é, em animação, no próximo quadro), ela começa a cair, assim desenhamos ela um pouquinho mais para baixo. Na sequência, ela vai descendo e descendo, cada vez com uma distância um pouco maior que na imagem anterior, dando impressão de que a velocidade está aumentando, por causa da ação da gravidade (a bola está ganhando energia cinética).
     Quando a bola chega no chão, está com uma velocidade muito alta. Para mostrarmos que a bola é bem elástica, podemos desenhá-la achatada no chão, como se ela estivesse sofrendo toda a resistência do chão.
Quando a bola quica, toda a energia que ela tinha quando bate no chão volta para ela, e ela volta a subir de novo, com velocidade alta. Mas, à medida que vai subindo, vai perdendo cada vez mais energia (por causa da gravidade), até parar no ar. Assim, basta desenharmos a sequencia contrária de quando ela estava caindo. Pronto! Temos a animação da bola quicando! E ainda de quebra, uma aula de Física! Se ficarmos repetindo estas imagens sem parar, a bolinha vai ficar quicando para sempre.


Animações da bola quicando. A mesma animação com velocidades (número de quadros por segundo) diferentes.

     A coisa mais importante para que uma animação fique parecendo mesmo um movimento de verdade, é a relação entre a imagem que se está desenhando, e as imagens anteriores, para que a sobreposição das imagens dê a impressão de movimento verdadeiro. Por isso, uma das ferramentas mais utilizadas na animação é a mesa de luz. Na mesa de luz, quando estamos desenhando uma imagem, podemos colocar por trás do papel que estamos desenhando, outros papéis, com o desenho dos quadros anteriores. Quando ligamos a luz, conseguimos ver as imagens das camadas de baixo, e, assim, podemos observar a sequencia do movimento e desenhar o próximo movimento.


Na mesa de luz (imitada no programa Animation Desk, para o iPad), é possível visualizar os desenhos anteriores, assim fica mais fácil planejar o próximo quadro (movimento) da bolinha.

     Animar traços e rabiscos é bem simples, mas animar uma cena com personagens, objetos e cenários, é algo bem mais complicado.

      Aplicar a técnica acima significaria ter que redesenhar toda a cena e pintá-la quadro a quadro, ou seja, instante a instante. Isso requer muita gente trabalhando, muita organização no trabalho, muita tinta, e as tintas tem que ser exatamente iguais, terem a mesma cor, sem nenhuma variação. Além disso, os elementos que devem ficar parados acabam ficando trêmulos, como é o caso do chão, nas animações da bolinha.

     Para grande sorte dos animadores, a técnica do desenho em celuloide foi criada com a descoberta deste maravilhoso material, que depois foi substituído pelo acetato. Este material é uma transparência, onde se desenha parte da animação, como um personagem, ou mesmo uma parte deste. Pode-se desenhar o contorno de um lado, e do outro pintar o preenchimento, ou pode todo ser desenhado em uma das faces. Após finalizado, este desenho é sobreposto a outros desenhos em celuloide, ou a um papel de fundo, onde se tenha desenhado um cenário. Finalmente, após todas as camadas estarem alinhadas, fotografa-se a imagem. Para o próximo quadro, pode-se alterar apenas as camadas que estão envolvidas em algum movimento, mantendo as outras camadas, como por exemplo o fundo. Isto simplifica o processo de animação, já que agora só é necessário redesenhar o que está em movimento. A técnica que consiste em se redesenhar apenas parte de uma figura é chamada de animação limitada.

 Com a técnica da animação limitada, a casa (que é o fundo da imagem) é sempre o mesmo, e a parte que é redesenhada é somente o traço azul que se move.

     Hoje em dia, esta técnica de animação limitada ainda é utilizada, mas as camadas são editadas, redesenhadas e recombinadas em softwares de computador em vez do papel celuloide, pois estes possuem diversas opções para facilitar a vida dos desenhistas. Na animação do traço azul que sai da casa, a casa é o fundo da imagem, que repetimos em todos os quadros. A camada da frente, que é onde está desenhado o traço, é redesenhado a cada quadro, para dar a impressão de movimento.

E essa torneira que fica pingando sem parar???


     Outras técnicas de animação são: animação usando loops (utilizando uma mesma sequência e repetindo-a várias vezes, como no caso das animações mostradas), uso de cópias de uma mesma imagem reduzida ou ampliada, e a técnica de aproximação ou afastamento da câmera fotográfica, com os planos separados entre si, para dar impressão de aproximação. Muitas dessas técnicas foram desenvolvidas e aprimoradas por grandes empresas de animação, como a Disney, e foram difundidas mundialmente.

Esse cara não quer parar de falar! Ele nem pisca...


     Ainda há o 'stop motion' e a animação com fantoches! Nestas animações geralmente se usam bonecos ou fantoches onde a cada fotografia a posição e a pose dos personagens e objetos são ligeiramente modificadas, de modo a criar a sequencia de movimento. O 'stop motion' ficou muito famoso ultimamente nas mãos do norte-americano Tim Burton e suas animações "O estranho mundo de Jack" e "A noiva cadáver", e também da animação "Wallace e Gromit", de Steve Box e Nick Park, que obteve muito sucesso no Reino Unido, seu país de origem.

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'Stop motion' do boneco Hunter.

     Outra técnica de animação que também usa computador é a animação 3D (tridimensional), mas nesta técnica, um programa de computador é que desenha as cenas para você. Na verdade, é possível incluir cadeiras, mesas, pessoas etc, como se fossem esculturas virtuais, e movimentá-las articulando alguns pontos como braços e pernas, e o computador cria a perspectiva, desenha os contornos e as sombras, desenha o fundo, etc. Falando parece fácil, mas a grande dificuldade deste tipo de animação é criar estas esculturas (modelos), definindo cores e texturas para elas.

     De volta aos animes, pelo que eu andei pesquisando, o processo de animação japonês usa as mesmas técnicas das animações que mencionei, apesar dos japoneses terem, no começo, alguma dificuldade em obter papel celuloide, usando muitas vezes cartolina recortada, já pensou na dificuldade? Além de desenhar e tal, ainda ter que recortar sem errar!

     Bem, Agora que o básico já foi desvendado, só falta transformar os rabiscos animados em personagens de animes. Será que um dia eu consigo? Alguns dos meus desenhos já estão quase lá!


Fontes:









quarta-feira, 1 de junho de 2016

Saúde: Palestra sobre Prevenção ao Uso Indevido de Drogas






     Esta semana recebemos na escola a visita de Policiais da Polícia Federal, do Grupo de Prevenção ao Uso Indevido de Drogas – GPRED/ANP, que tem por objetivo realizar atividades de prevenção ao uso indevido de drogas através da ações socioeducativas e palestras.



     Os palestrantes falaram sobre a parte científica da droga, explicando a diferença das drogas Psicoativas (estimulantes, depressoras e perturbadoras). Também abordaram o problema do tráfico de drogas, sua relação com a violência e a diferença entre usuário e traficante para fins legais.


     Outra questão importante é o debate sobre a Legalização das Drogas, como já foi feito na Holanda e em Portugal  e o uso da maconha para fins medicinais, recentemente liberado para o tratamento de crianças deficientes que sofrem com convulsões.

     Moral da história:

  • droga faz mal, não devemos sequer experimentar;
  • o efeito da droga pode ser diferente em cada pessoa, pois o organismo de cada um funciona de forma diferente;
  • droga causa dependência, inclusive a maconha e o álcool;
  • não devemos nos descuidar aceitando nada de ninguém, "nem consumindo de nosso próprio copo se em algum momento ele tenha ficado fora das nossas vistas.


     Finalmente, conhecemos a Jackie, uma "Policial Federal Canina" que trabalha no aeroporto, procurando por drogas nos passageiros e suas respectivas bagagens.  Os cães treinados pela Polícia fazem um trabalho eficaz graças  ao faro apuradíssimo, com milhões de células olfativas, que consegue distinguir o cheiro de cada substância separadamente.


    Na demonstração feita pelos policiais, a Jackie conseguiu encontrar um paninho escondido com cheiro de drogas no bolso de um dos professores como podemos observar neste vídeo:

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     Cães são muito inteligentes e podem ser adestrados, não só para trabalhar como guia de pessoas com deficiência visual, mas também para identificar drogas, bombas e até para salvar a vida de pessoas. Eles podem identificar pessoas com diabetes, pois podem farejar a hipo e a hiperglicemia, e auxiliar no resgate de pessoas em situações de catástrofe, como soterramentos etc.

     Quer saber mais sobre o adestramento dos cães? Eu recomendo:

     Como é o treinamento de cães farejadores de drogas
     Cães Farejadores de Drogas
     Farejando a Diabetes
     Animais que podem detectar hipoglicemia
     Could a dog save your life












quarta-feira, 25 de maio de 2016

Te Contei: A Casa do Índio


     A Ribeira é um dos bairros mais antigos da Ilha do Governador, e tem seus encantos, histórias, surpresas e até segredos...

     Você sabia que na Ribeira existe uma casa chamada "Casa do Índio"?


 
A Casa do Índio na Ribeira, na Ilha do Governador.


     A Casa do índio é uma residência erguida em um imóvel da FUNAI - Fundação Nacional do Índio, inaugurada em 1968 para abrigar índios doentes e deficientes de várias etnias e idades variadas. 

     Infelizmente, para muitas tribos indígenas, matar filhos deficientes e doentes é normal. Viver na natureza não é algo fácil e trata-se de uma questão de sobrevivência.

     Quando toma conhecimento de algum caso, a FUNAI costuma resgatar o rejeitado pela tribo. Foi com esse objetivo que surgiu a Casa do Índio.

     A Casa do Índio entretanto, deixou de receber recursos do governo desde a criação da Funasa (Fundação nacional da saúde), em 1999, e agora sobrevive de doações.

     Eles precisam não só de doações de alimentos e material de higiene e de limpeza, mas precisam também da solidariedade das pessoas dispostas a ajudar no cuidado com a casa e com os deficientes com enfermidades mais graves e acamados como, por exemplo, microcefalia e paralisia cerebral.

     As pessoas que participaram do piquenique inclusivo doaram alimentos e produtos de limpeza para a Casa do Índio, então depois do evento, fomos até lá entregar os donativos.


Entrega de donativos à Eunice Cariry, gestora da Casa do Índio




     Vamos ser amigos da Casa do Índio!  Quem tiver interesse em ajudar, pode se juntar a nós.



Fontes: 









Educação: PROET - Programa de Educação para o Trânsito da PMRJ




     Ouvimos muito sobre o trabalho da Polícia, mas sempre em notícias relacionadas com violência, crimes e corrupção.  Mas coisas erradas acontecem em todas as profissões.

     Felizmente a polícia é muito mais do que isso, e por isso resolvi destacar o Programa de Educação para o Trânsito  (PROET)  da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.




     A Polícia Militar do Rio de Janeiro criou, em 2012, um Programa para levar às informações e ensinamentos sobre o trânsito para as crianças e adolescentes na escola.  O PROET está vinculado ao 3o Batalhão de Polícia Rodoviária, onde as escolas que tem interesse no programa podem procurar informações a agendar uma palestra.





     Conheci o trabalho do PROET em um Piquenique Inclusivo e percebi que, além dos ensinamentos sobre o trânsito, a equipe também faz um trabalho maravilhoso de aproximação da comunidade com a Polícia Militar.

     Vale a pena conferir mais informações sobre o PROET,








segunda-feira, 23 de maio de 2016

Ciências: O Uso Medicinal da Maconha



Em minha viagem aos Andes pesquisei o uso uso do Chá da Coca para conter os efeitos do Soroche. Depois aconteceu uma  palestra sobre prevenção ao uso indevido de drogas  ministrada por agentes da polícia federal no Colégio Fernandes Vidal. Assim achei interessante falar também sobre o uso medicinal da Maconha. Existe uma polêmica sobre a liberação e a autorização de importação para o uso de pessoas com fins medicinais.


Foto do artigo "La droga Ilegal que más se consome en Europa y en el mundo es el cannabis"


     Primeiramente é importante esclarecer que a planta tem vários princípios ativos, ou seja, várias substâncias e que o uso medicinal não se aplica a todas elas e mesmo as substâncias medicinais também tem efeitos colaterais.



     A rede americana CNN contou ao mundo a  história de Charlotte Figi, portadora de Síndrome de Dravet  (que é uma forma rara e grave de epilepsia). Ela quanto tinha cinco anos, sofria trezentas convulsões graves por semana. Já havia perdido a capacidade de andar, falar e comer. Segundo a reportagem, a menina começou o tratamento com o extrato de um tipo de cannabis rico em canabidiol, aos seis anos. Com o tratamento Charlote voltou a andar e a falar, e suas convulsões foram reduzidas para duas a três vezes por mês.
      Outras histórias foram se tornando conhecidas e as famílias passaram a entrar na Justiça para conseguir o direito de importar o extrato de canabidiol.

     Em 2015, a Anvisa liberou o uso do Canabidiol. A substância então deixou de ser proibida no país e passou a integrar a lista de medicamentos aprovados para uso terapêutico, mas sujeito a controle. Neste mesmo ano, um Juiz do Distrito Federal liberou a utilização deste medicamento, o THC (tetrahidrocannabinol). Em sua decisão destacou que não liberou o uso da droga, mas da substância, do THC para uso medicinal e científico, ressaltando que se trata de uma questão de saúde, que não se pode esperar, pois a demora pode levar riscos aos pacientes.

     Atualmente, a Anvisa autorizou o uso de medicamentos que contenham além do canabidiol, também o THC.  Segundo a Anvisa, o maior problema é que essas substâncias não são registradas como medicamentos em seus países de origem. Por isso, não têm sua segurança e eficácia avaliadas e comprovadas. De acordo com a Anvisa,   os produtos à base de canabidiol e THC podem causar reações adversas inesperadas. Como sua eficácia não foi avaliada e comprovada, não é possível garantir a dosagem adequada nem prever os possíveis efeitos colaterais, o que pode causar riscos imprevisíveis para a saúde dos pacientes.

     O Brasil assinou uma Convenção Única de Entorpecentes de 1961 que proíbe o uso da maconha. No entanto a própria ONU reconhece o seu uso medicinal  desde que os países oficializem uma agência especial para Cannabis e derivados em seus ministérios da Saúde. Quem tiver interesse em saber mais sobre as Convenções das Nações Unidas sobre Entorpecentes, recomendo o United Nations Office on Drugs and Crimes.

     De qualquer forma, é importante ressaltar que estamos muito atrasados cientificamente no uso de substâncias da cannabis para uso medicinal. Nos Estados Unidos, 19 estados permitem o seu uso medicinal no tratamento de câncer e esclerose múltipla. No Brasil ainda não há quem fabrique o medicamento à base de maconha, o que dificulta os pacientes que precisam de autorização para importação. Já tem uma indústria farmacêutica com interesse em sua produção. Com um medicamento produzido e testado no Brasil os usuários teriam aceso mais fácil a um medicamento mais barato e mais seguro.


Fontes:
http://edition.cnn.com/2013/08/07/health/charlotte-child-medical-marijuana/
http://veja.abril.com.br/saude/anvisa-libera-o-uso-do-canabidiol/
http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2015/11/justica-libera-o-uso-do-thc-principio-ativo-da-maconha-para-uso-medicinal.html
http://www.unodc.org/lpo-brazil/pt/drogas/marco-legal.html
http://www.gazetadopovo.com.br/saude/o-uso-da-maconha-para-tratar-doencas-2ff7fpwkaie6s7ddz8zpmqkb2
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2016/06/1786355-empresa-quer-fazer-primeiro-remedio-brasileiro-a-base-de-maconha.shtml