O azeite é produto do fruto das Oliveiras, uma árvore linda e que está sempre presente na história. A oliveira e seu fruto são citados na Bíblia várias vezes. O Monte das Oliveiras local sagrado para judeus, cristãos e muçulmanos é assim chamado em razão das oliveiras que cobriam suas encostas.
A Civilização Minoica, que habitava a Ilha de Creta até 1500 a.C., enriqueceu com comércio do azeite de oliva e, provavelmente, foram eles que passaram este conhecimento para os gregos.

Estas fotos são de oliveiras em Milatos, Lasithi, na ilha de Creta - das olivas sendo colhidas até o azeite feito artesanalmente por moradores locais.
A colheita tem que ser feita na época certa, para que o azeite fique mais saboroso.

Ainda no campo, antes de serem ensacadas as azeitonas passam por uma peneira grande para separá-las dos galhos maiores.

Na verdade, as azeitonas não amadurecem todas ao mesmo tempo e, é mais fácil para o agricultor colher todo o fruto de uma única vez e depois separá-las ou não, mesmo porque, ambas as azeitonas servem para fazer o azeite.

As azeitonas são separadas dos galhos e folhas
que
se misturam aos frutos durante a colheita e depois, são lavadas em água
corrente.
A próxima etapa é chamada de maceração e tem o objetivo de romper a pele da azeitona, transformando esta pele, a sua polpa e caroço numa massa oleosa à qual é acrescentada água morna (entre 25° e 30°). Essa massa é submetida a uma prensagem ou centrifugação (centrífuga vertical), para separar a parte sólida (caroço e fibras) da parte líquida. Depois, a parte líquida passa por uma centrífuga vertical ou decantação onde o azeite é separado da água, resultando o azeite extra-virgem (prensado a frio), muito nutritivo e delicioso. Na última foto vemos o resultado final, o azeite extra virgem pronto artesanal.
Muitas pessoas consomem o azeite refinado. O Refino é processo industrial de neutralização e desodorização do azeite, para diminuir sua acidez, mas que também elimina sabor, o aroma e a cor do azeite.
Os azeites também recebem várias classificações de acordo com o tipo de azeitona empregada, sua origem, o processo de refino e outras características reguladas pelo Conselho Oleícola Internacional.
Eu aprendi sobre o processo de fabricação de azeite com meu amigo Aristeidis Androulakis, que mora em Creta e é o autor das fotos apresentadas neste artigo. Ele esteve no Brasil para a Copa do Mundo.
Fotos: © Copyright Aris Androulakis